Alicoop: IAPMEI atrasa financiamento e põe continuidade da empresa em risco

quinta-feira, 18 de novembro de 2010 |

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal acusou o IAPMEI de poder vir a ser o responsável pelo encerramento definitivo do grupo Alicoop. Sindicato, trabalhadores e administração fazem reunião de emergência.

A Alicoop, a maior cadeia de supermercados do Algarve, e que detém as empresas Alisuper, Macral e Geneco, encontrava-se em processo de insolvência desde agosto de 2009, mas graças a um plano de viabilização, proposto pelos credores, e aprovado pelo Tribunal de Silves em agosto, estava a reabrir de novo as lojas.
Hoje, todavia, o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI), encarregue de entregar um financiamento para a recuperação da Alicoop, que tem sido protelado por burocracias desde agosto, enviou uma carta àquela empresa” a exigir burocracias impossíveis de concretizar, declarou à Lusa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

"O IAPMEI ficou de fazer um financiamento para a recuperação da Alicoop e hoje, chegou por carta, um conjunto de exigências burocráticas que são impossíveis de concretizar em tempo útil para garantira viabilização do projeto", alertou Manuel Guerreiro.

O presidente do CESP, trabalhadores e Conselho de Administração da Terra Exclusiva, empresa que ia substituir a Alicoop até novembro na gestão da maior cadeia de supermercados do Algarve, vão reunir de urgência esta noite, às 23h00, na sede da Aliccop, em Silves, para analisar a situação.

"Vamos hoje tomar uma decisão e o encerramento definitivo da empresa está em cima da mesa, porque sem o financiamento prometido pelo IAPMEI não é possível manter o projeto", acrescentou Manuel Guerreiro.

O plano de viabilização da Alicoop, proposto pelos credores, foi aprovado pelo Tribunal de Silves que deu provimento à proposta e despachou para homologação a 16 de julho.

A 13 de agosto, o supermercado Alisuper da Quinta do Lago foi o primeiro a reabrir ao público e até julho de 2011 estimava-se que reabrissem as cerca de 80 lojas da empresa Alicoop onde seriam integrados os 395 funcionários, garantiu, na altura, o presidente do Conselho de Administração da Terra Exclusiva, Carlos Tuta.

O grupo Alicoop encontrava-se em processo de insolvência desde agosto de 2009, com uma dívida de cerca de 80 milhões de euros, tendo encerrado a sua cadeia de supermercados no início de maio deste ano, para não agravar o passivo.

Para evitar o processo de falência, a administração da Alicoop encomendou à consultora Deloitte um estudo de viabilidade, documento aprovado pelo Millenium BCP, mas rejeitado pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pelo BPN, três dos maiores credores.


Observatório do Algarve

Olhão, 18 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)
blocoolhao@hotmail.com

Traficante detido no ‘Buraco’

domingo, 14 de novembro de 2010 |

Elementos da Investigação Criminal da PSP de Olhão detiveram ontem de manhã um indivíduo suspeito de fornecer heroína para consumo na fábrica desactivada da rua Capitão Nobre, local conhecido como o ‘Buraco’.
O presumível traficante foi detido ao final da manhã, junto ao ‘Buraco’. Tem 29 anos de idade e estava já referenciado pela polícia, pelo que foi abordado pelos agentes à paisana que vigiavam o local. Tinha na sua posse 66 doses de heroína. Foi detido e será apresentado pela PSP a tribunal, amanhã. Segundo o CM apurou, a PSP apertou o cerco ao ‘Buraco’ depois de ter detido, no dia 9, dois dos principais vendedores de heroína no local.

Jornal Correio da Manhã

Olhão, 14 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)
blocoolhao@hotmail.com

Seis assaltos em dois anos

|

A sede da Casa do Benfica de Olhão, na rua Abílio Gouveia, junto ao Estabelecimento Prisional, foi assaltada na madrugada de ontem. Foi o sexto assalto registado nos dois últimos anos naquelas instalações.

"Arrombaram a porta das traseiras, que ficou totalmente danificada, e depois forçaram a entrada no restaurante, arrombando uma outra porta interior", explicou ao CM Paulo Carvalho, responsável pela exploração do restaurante da Casa do Benfica.

"Só de manhã demos pelo assalto", contou o comerciante. "Roubaram cerca de 150 euros de trocos e fundo de maneio e, de duas máquinas de brindes, que vandalizaram, terão levado cerca de 300 euros."

Paulo Carvalho, nos dois anos em que explora o restaurante, está farto de assaltos. "Em 2008, assaltaram-nos em Setembro, Outubro e na véspera de Natal", recordou. "Em 2009, por altura do Carnaval, fomos novamente alvo, duas vezes numa semana, e levaram centenas de milhares de euros."

"Já não sabemos o que fazer. Colocámos sensores, mas o alarme não disparou, por motivos que ainda vamos apurar", explicou Paulo Carvalho, admirado porque, desta vez, o furto foi menos prejudicial. "Só queriam dinheiro e nem levaram os bilhetes para o Benfica-Naval, que estavam numa caixa, que remexeram", referiu.

Jornal Correio da Manhã
 
Olhão, 14 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)
blocoolhao@hotmail.com

Olhão: PSP detém três homens suspeitos de tráfico de droga

quarta-feira, 10 de novembro de 2010 |

O comando de Faro da PSP informou hoje que deteve na terça feira em Olhão três homens suspeitos de tráfico de droga, tendo apreendido 537 doses de heroína, 10 de cocaína e 1156 de haxixe.

Dois dos homens, um com 42 e outro com 33 anos, foram detidos depois de tentarem a fuga na viatura em que seguiam após receberem ordem de paragem da polícia, disse a PSP em comunicado.

O primeiro já cumpriu pena de prisão por homicídio e é suspeito de ser "o principal fornecedor de estupefacientes a toxicodependentes que frequentavam uma fábrica abandonada" na cidade algarvia, precisou a força de segurança, que investigava o caso há vários meses.

A PSP revelou ainda que os detidos estavam na posse das 537 doses de heroína e das 10 de cocaína e realizou depois uma busca domiciliária à casa do principal suspeito e de um familiar seu, onde apreendeu também 1098 doses de haxixe e encontrou "diversos artigos furtados no interior de residências na cidade de Olhão".

O outro homem, com 22 anos, foi detido junto a uma escola, estava referenciado por tráfico junto a estabelecimentos de ensino e tinha na sua posse 35 doses de haxixe, informou a polícia.

O Comando de Faro precisou ainda que junto a este homem estava outro, igualmente referenciado por tráfico de droga junto de escolas, que foi identificado e tinha na sua posse 23 doses de haxixe e 55 euros em dinheiro, alegadamente provenientes da venda de estupefacientes.

(Agência Lusa)

Jornal Região Sul

Olhão, 10 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

O Deputado Municipal Marcos Quitério eleito pelo Bloco de Esquerda entregou à mesa da Assembleia
Municipal  de Olhão os seguintes documentos para serem incluídos na próxima reunião.

Pedido de Intervenção

Proposta

De salientar que o problema do lixo e monos que estão a dificultar o
acesso à garagem do edificio já foi demonstrado ao Vereador Carlos
Martins por 1 morador via e-mail há vários meses mas até hoje ainda
não obteve resposta! Será que só irá resolver o assunto em vésperas de
eleições? Fica aqui a questão...

O Deputado Municipal Marcos Quitério

Olhão,10 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

Chineses dominam comércio…«tradicional» de Olhão

domingo, 7 de novembro de 2010 |

                                              

Olhão será porventura a cidade onde o comércio chinês mais se terá intensificado, logo seguida de Faro. Pelo menos é a cidade onde a presença dos produtos «Made in China» mais se torna evidente, ocupando as duas principais avenidas e a zona histórica, as ruas do chamado comércio tradicional.

Para o antigo secretário local da ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, Vítor Matias, o comércio tradicional de Olhão morreu, invadido por chineses e indianos. Segundo este antigo dirigente, uma nova tipologia comercial vem aí, a dos grandes centros comerciais que vendem tudo. O antigo cinema de Olhão prepara-se para abrir como supermercado chinês e na antiga loja dos «Móveis de Todo o Mundo» funciona o China Home (sete empregados portugueses) com «todos os artigos», refere-se, «que você precisa». Vestuário, sapatos, electrodomésticos, artigos de higiene e pomadas e unguentos para dores, mialgias, reumatismo e estimulantes.

Para este ex-dirigente, a autarquia, como entidade gestora do desenvolvimento, devia ter uma política comercial para o concelho, o que não aconteceu. Devia impor um modelo de regulação, contribuir para um cenário mais equilibrado.

Reconhece, porém, que na cidade há muitos espaços vazios que os chineses vieram ocupar. “Os chineses mais não fizeram que ocupar as lojas fechadas”, conclui.

Já António Vasquez, actual membro do secretariado da ACRAL, retorque, afirmando que hoje as autarquias nada podem fazer, o comércio é livre, apenas regulamentado a nível autárquico no caso das farmácias. Vasquez vai mais longe e afirma que o que está a passar-se é a lei do mercado (mercado mata mercado) e que as grandes lojas chinesas começaram já a deglutir as pequenas lojas, começando a ver-se trespasses.

Quanto ao facto de Olhão se ter tornado numa pequena China Town, refere que é pura ilusão, aludindo a cenários semelhantes noutras localidades. “Faro como Olhão e outras cidades algarvias vêm seguindo o mesmo caminho: em volta do Mercado de Faro a concentração [de lojas chinesas] é grande, até debaixo do Estádio de S. Luís está hoje um mega shopping”.

De acordo com António Vasquez, é a lei do mercado. Às lojas dos 150, sucederam as dos 300, agora são os chineses. “Não inventámos nada. Keynes já tinha tudo isto previsto”, conclui.

Jornal O Argarve

Olhão,07 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

Quinta de Marim ao abandono

quinta-feira, 4 de novembro de 2010 |

Para aceder a um dos Centros de Observação de Aves, na Quinta de Marim, sede do Parque Natural da Ria Formosa e Centro de Educação Ambiental, em Olhão, é preciso muito cuidado e alguma audácia.

O caminho, com tábuas que apresentam um adiantado estado de degradação, obriga os vi-sitantes a contornar enormes buracos. Já outro dos centros está em ruínas, completamente destelhado e com aspecto abandonado.

Também os caminhos de acesso estão pejados de pedaços de árvores e altas ervas são bem visíveis. Uma rulote, à entrada do parque, é outro cartão de visita, totalmente fora do contexto de uma estrutura ambiental.

"O estado de conservação de alguns edifícios, das estruturas informativas, dos trilhos de visita, dos postos de observação, dos caminhos de acesso e da manutenção da Quinta, não é aquele que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade gostaria de oferecer aos visitantes", lê-se numa nota informativa, assinada por João Alves, director da Quinta, e distribuída aos visitantes, que pagam 2,5 euros para a visitar.

"Devido a constrangimentos orçamentais, não tem sido possível assegurar um nível adequado da manutenção e reabilitação das referidas estruturas", reconhece a nota do responsável da Quinta.

Igualmente ao abandono está uma exposição sobre a ilha da Culatra, do artista Joachim Brohm, uma parceria do Turismo de Portugal, Parque Natural da Ria Formosa e Câmara de Olhão, inserida no programa Allgarve 2010, orçada em cerca de oito mil euros. Desconhecida a sua existência pelo responsável da portaria, como reconheceu, está numa sala às escura, sem qualquer publicidade.

Jornal Correio da manhã 

Olhão, 04 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

Atletismo: Ana Cabecinha foi 5.ª no regresso a Pequim

quarta-feira, 3 de novembro de 2010 |

A marchadora Ana Cabecinha obteve no passado sábado o 5.º lugar na final do Challenge Mundial de Marcha (IAAF), disputada em Pequim (China), sendo a segunda melhor portuguesa em prova.

A atleta do Clube Oriental de Pechão, que regressou ao local onde foi 8.ª classificada nos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos de 2008, completou os 10 km marcha no tempo de 43.17 minutos, um novo recorde pessoal.

A grande vencedora do Challenge foi a chinesa Liu Hong, com 42.30 minutos. Inês Henriques, com 43.09 minutos, foi a melhor marchadora portuguesa.

“O resultado vem culminar uma boa época. O principal objectivo foi atingido, chegar dentro das primeiras nesta final é uma satisfação, foi bom voltar a competir em Pequim e por coincidência completar os 10km à chuva como em 2008”, disse Ana Cabecinha.

A marchadora do COP já definiu os objectivos para a próxima época, que passam pela Taça da Europa de Marcha, a realizar em Olhão (22 de Maio) e pelo Campeonato do Mundo, na Coreia do Sul, a 31 de Agosto.

Jornal Região Sul

Parabens Ana Cabecinha.

Olhão, 03 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

Piloto de Olhão deverá regressar na mítica Baja Portalegre

Após ter sido 3ª classificado da geral e 1º na Categoria TT3 na jornada de abertura do Rally TT Terras da Raia, que terminou no sábado em Idanha-a-Nova, Ruben Faria na etapa da manhã de Domingo foi o 4º classificado no derradeiro troço da prova beirã, conseguindo assim terminar na 2ª posição da classificação final da prova.

Aos comandos da sua KTM 530, e já com os problemas no sistema de travagem solucionados, o algarvio enfrentou em conjunto com todos os restantes pilotos em prova as derradeiras oito dezenas de quilómetros entre ligações e sector selectivo que marcaram o dia de Domingo.

Num traçado rápido e a exigir muita atenção com os obstáculos, o piloto de Moncarapacho/Olhão acabou por terminar o dia na 4ª posição e em 2º entre os pilotos da categoria TT3 no final de uma especial “...onde não ataquei de forma muito intensa. A minha guerra não é o campeonato nacional e hoje os meus adversários também acordaram mais inspirados. Não quis arriscar em nada e no final a 4ª posição serviu-me perfeitamente, até porque fechei a prova no 2º posto da geral.”

O dia foi marcado pelo abandono prematuro de Mário Patrão, ainda antes da única zona de assistência da prova, o que valeu a ascensão de António Maio ao primeiro lugar da geral no final do dia, na frente de Paulo Gonçalves e Luís Ferreira.

Contas feitas aos dois dias de prova, Ruben Faria foi 2º atrás de António Maio, um resultado que agradou ao piloto da Vodafone.

“Penso que depois de tanto tempo parado foi um excelente resultado que aqui consegui. Ontem fui 3º e hoje ganhei uma posição mesmo se terminei a especial em 4º. Gostei bastante da prova e do percurso, apesar de hoje termos encontrado uma secção já anteriormente percorrida pelos automóveis e que poderia ser muito traiçoeira. Mas felizmente tudo correu bem.”

Palavras de Ruben Faria no regresso a Idanha-a-Nova, onde terminou a prova, sendo que próxima presença de Ruben Faria em provas nacionais deverá ser a mítica Baja de Portalegre.

Jornal Região Sul

Parabens Ruben Faria e as melhoras.

Olhão, 03 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

A Associação dos Doentes com Lúpus vai promover esta semana, em Faro e Olhão, acções de esclarecimento e apoio sobre esta doença crónica, dirigidas à população, doentes, familiares e amigos.
Em Faro, as acções decorrem no Espaço Saúde em Diálogo, em Faro (Praceta Azedo Gneco, 17, Bloco E), entre hoje e quinta-feira, dias 2 a 4, e também no sábado, 6, das 10:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00.
Na sexta-feira, dia 5, a iniciativa decorre no Auditório da Biblioteca Municipal de Olhão, das 15:00 às 19:30.
A Associação dos Doentes com Lúpus foi fundada em 1992 e conta actualmente com 3000 associados. Os seus principais objectivos são a divulgação da doença, o apoio aos doentes, familiares e amigos e a defesa e advocacia dos direitos dos doentes.

Jornal Região Sul

Olhão, 03 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

‘Buraco’ alberga tráfico em Olhão

segunda-feira, 1 de novembro de 2010 |

O ‘Buraco’, como são conhecidas as antigas instalações de uma fábrica em ruínas na rua Capitão Nobre, em Olhão, serve de dormitório a dezenas de toxicodependentes e sem-abrigo. Moradores nas vizinhanças queixam-se de constantes assaltos.

"Os indivíduos entram pelos buracos na parede. É um rodopio todo o dia. Até costumamos dizer que o ‘Buraco’ tem maior ocupação hoteleira do que os hotéis de Olhão", graceja Fernando Silva, morador na referida rua.

"O que se passa lá dentro é um verdadeiro atentado à saúde pública. Seringas misturadas com fezes e toda a espécie de porcaria, num local onde habitam seres humanos, e ninguém parece importar-se com a situação, que se vai arrastando", queixa-se o morador.

Francisco Leal, presidente da Câmara Municipal de Olhão, confessa estar atento ao problema.

"Já notificámos o proprietário daquelas instalações e está a decorrer o prazo para que as mande demolir", diz o autarca, sublinhando ser essa a solução. "Já mandámos entaipar, várias vezes, o espaço, mas os seus ocupantes, pouco depois, efectuam buracos para aceder ao seu interior", refere.

Por isso, Francisco Leal só vê a solução da demolição. "Se o proprietário não o demolir, então a edilidade vai substituí-lo nessa função, cobrando-lhe, posteriormente, as despesas efectuadas".

O presidente da edilidade Olhanense garante que "em Setembro, começarão as obras de demolição. Vamos acabar com esta situação degradante naquela rua", salienta Francisco Leal.

Marcos Quitério deputado Municipal eleito pelo Bloco de Esquerda comenta;

"Se o Presidente Francisco Leal tivesse prestado atenção ao alerta feito por mim há um ano atrás Olhão não seria noticia na imprensa nacional pelos piores motivos."


Noticia divulgada pela estação de televisão TVI 

Noticia divulgada pelo jornal Correio da Manhã


Olhão,01 de Novembro de 2010  
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

Olhão é a pior câmara a pagar

|

As câmaras de Olhão e Portimão são as que mais tempo demoram, em média, a pagar aos fornecedores no Algarve, segundo dados da Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL). A autarquia de Faro, cujos problemas financeiros são conhecidos, surge ‘apenas’ na quinta posição.

De acordo com a DGAL, no final do segundo trimestre deste ano havia sete municípios do Algarve com prazos médios de pagamento superior a 90 dias.

Olhão é a autarquia da região que surge em pior posição, com 274 dias. A situação tem vindo a agravar-se desde finais de 2008, altura em que demorava 59 dias a pagar.

Portimão é o segundo município algarvio pior pagador, com 272 dias. Em três meses, entre 31 de Março e 30 de Junho deste ano, o prazo médio de pagamento agravou-se em 67 dias.

O município de Vila do Bispo aparece na terceira posição, com 218 dias, sendo de realçar que em finais de 2008 esta autarquia era das que apresentavam um dos prazos mais baixos: apenas seis dias.

Segue-se Tavira, com 170 dias, o que representa uma diminuição de cinco dias em relação ao primeiro trimestre, e Faro, com 144 dias (mais 37 do que em Março).

Na lista constam ainda Lagoa (136 dias) e Lagos (93). Monchique, que em finais de 2009 pagava a mais de 90 dias, não forneceu informação à DGAL.

Jornal Correio da Manhã

Olhão,01 de Novembro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

Câmara pode ser multada por descarga ilegal de entulho na Ria Formosa

domingo, 31 de outubro de 2010 |

,A Câmara de Olhão poderá ter de pagar uma multa na sequência de uma descarga ilegal de entulhos em pleno Parque Natural da Ria Formosa, segundo a CCDR Algarve, que instruiu um processo de contra ordenação.             

A deposição de resíduos num aterro a poente da cidade remonta a Dezembro de 2009, de acordo com a Comissão de Coordenação Regional de Desenvolvimento (CCDR) do Algarve, que instruiu um processo de contra ordenação.
A autarquia, notificada para fazer um recuo da frente do aterro em três metros, removeu entretanto todos os resíduos e colocou barreiras que impediram o acesso ao terreno e "novas deposições ilícitas", segundo disse à Lusa fonte do gabinete de imprensa da CCDR/Algarve.
 
A mesma fonte adiantou que está prevista para a próxima semana uma reunião entre aquele organismo e a Câmara de Olhão para "calendarizar" a resolução do problema, que só se resolverá em definitivo com a intervenção do Polis Ria Formosa.

"O valor da penalização vai depender do compromisso final que sair da reunião e da fixação de um calendário", disse a fonte, sublinhando que a multa a aplicar oscila entre os 7500 e os 44.000 euros, (dinheiro dos contribuintes Olhanenses).

Contactada pela Lusa, fonte da Sociedade Polis Ria Formosa confirmou que aquele aterro se encontra dentro dos limites do Parque Ribeirinho de Olhão e adiantou que a requalificação do espaço vai avançar em 2011.

O projecto, a cargo da sociedade, inclui a requalificação de espaços degradados e a valorização ambiental do limite poente da frente ribeirinha de Olhão, a oeste do porto de recreio, referiu a mesma fonte.

A Lusa tentou obter uma reacção da Câmara de Olhão sobre o assunto mas a autarquia disse que não irá comentar.

Jornal de Noticias

Olhão,31 de Outubro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

Dirigentes do Bloco lançam livro sobre "Os donos de Portugal"

sexta-feira, 29 de outubro de 2010 |

"O problema de Portugal são os donos do país"

A finança e o poder político são “irmãos gémeos” na constituição da riqueza, eis a conclusão do livro Os donos de Portugal, resumiu Francisco Louçã, um dos cinco co-autores do livro lançado esta quarta-feira, e para quem a cultura do privilégio “conduziu à crise”.

Se um em cada cinco dos ministros e dos secretários de Estado que tomaram todas as decisões sobre economia em 30 anos passou pelo BCP e um em cada dez pelo BES, percebemos que a Finança e o poder foram sempre irmãos gémeos nesta constituição da riqueza e do privilégio, e é essa história concreta que esse livro conta”, afirmou Francisco Louçã.

Os donos de Portugal, cem anos de poder económico 1910- 2010, livro co-escrito por cinco dirigentes do Bloco de Esquerda - Jorge Costa, Luís Fazenda, Cecília Honório, Francisco Louçã e Fernando Rosas - foi lançado esta quarta-feira, na Livraria Buchholz, em Lisboa, e apresentado por Fernando Oliveira Baptista.

"Os donos de Portugal são os donos dos governos”, resumiu Louçã aos jornalistas, sublinhando que nos últimos 100 anos escreveu-se “uma história permanente do apoio do Estado à formação da riqueza”. A “interpenetração das famílias” detentoras do poder económico é outra das conclusões da obra.

“Descobrimos, sem surpresa, que Mello e Champallimaud são a mesma família, que também se cruzam com os Espírito Santo, com os Pinto Basto, com os Ulrich. As famílias da burguesia portuguesa são quase todas a mesma família”.

“É uma oligarquia financeira fortíssima, protegida pelo Estado, apoiada pelo Estado, financiada pelo Estado, vivendo de rendas do Estado, uma grande família que tem dominado Portugal ao longo de 100 anos”, sustentou.

A actualidade do estudo, sublinhou Francisco Louçã, é a demonstração de que “o que fracassa no nosso país é o favorecimento, é a riqueza, é o privilégio”.

“O privilégio conduz-nos à crise, porque significa uma economia sem ambição, uma economia sem projecto, sem desenvolvimento”, afirmou, em que “uma família de famílias, praticamente todos cruzados por casamentos ou alianças, ao longo de 100 anos, foram os donos do pais e voltaram a ser os donos do país agora”.

O livro pretende demonstrar, afirmou Francisco Louçã, que “quanto maior é o seu poder maior é a debilidade de Portugal e maior é a inconsistência da economia portuguesa”.

Para Fernando Rosas, “este é um ensaio sobre os últimos 100 anos de luta entre o poder económico e o poder político”.

Para saber mais sobre Os Donos de Portugal só lendo mesmo o livro. Para ler um pequeno resumo clicar em:

http://fenixvermelha.blogspot.com/

Olhão, 29 de Outubro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)

Entrevista com os representantes do BE na Assembleia Municipal de Olhão

domingo, 17 de outubro de 2010 |


Publicada no Jornal "Brisas do Sul" de Setembro.

Jornal Brisas do Sul – Tendo o BE dois representantes na Assembleia Municipal de Olhão que propostas e medidas já apresentaram, até ao momento, nas diversas sessões da assembleia?


"Queremos agradecer o convite do Jornal por esta entrevista."


Os dois deputados municipais do BE, Rui Filipe e Marcos Quitério, já apresentaram propostas de alteração ao actual Regimento da Assembleia Municipal na qual consistia dar a palavra ao público no início da reunião e não no fim como ordena o actual Regimento o que provoca o afastamento dos olhanenses das reuniões devido ao horário tardio em que acabam as assembleias. Infelizmente o PS inviabilizou esta proposta talvez com receio de debater situações concretas que muitos olhanenses gostariam.

Já questionámos o executivo camarário sobre a ilegalidade que já se prolonga há 4 anos que são as tabelas dos parquímetros no nosso concelho. A lei diz que a tarifa mínima é de 15 minutos e não os actuais 30 minutos!

Já questionámos sobre o prédio devoluto na Rua Capitão Nobre que se estende até à Rua da Feira onde para além de estar em risco de desabar para a via pública (ver notícia no blog do BE-Olhão em Julho/2009) também ocorre o tráfico e consumo de droga à vista de todos que por ali passam, onde passam crianças para a escola ali perto e para o estádio José Arcanjo para a sua prática desportiva a poucas centenas de metros dos edifícios 5 estrelas que a CMO tanto se orgulha.

Na assembleia de 01 de Setembro ficou comprovado que, o Presidente da CMO, afinal não foi defensor da qualidade ambiental na Ria Formosa, nem dos mariscadores que dela vivem visto que quando foi questionado sobre o reconhecimento da “Águas do Algarve” em como as descargas efectuadas para a Ria Formosa não cumprem as normativas e quais as acções que iria tomar para “obrigar” a corrigir o problema apenas respondeu para perguntarmos à “Águas do Algarve”!

A Etar-Poente é um crime ambiental mesmo às portas da cidade!

Jornal Brisas do Sul – Têm sentido algumas dificuldades na aprovação das vossas propostas?

A questão da alteração ao Regimento, anteriormente referida, é óbvio que o objectivo é impedir os cidadãos de participar, mesmo quando isso iria favorecer a população.

Foram apresentadas propostas importantes para a assembleia de 22 de Dezembro de 2009 e de 1 de Setembro de 2010, os mesmos não foram aceites por não dar tempo de entregar a todos os deputados municipais a nossa proposta. Lá teremos que ver adiada a sua discussão e sua resolução…

Jornal Brisas do Sul - Tendo em conta que o BE obteve um bom resultado em Olhão, nas últimas eleições, digam-nos quais são os vossos principais objectivos nos próximos anos para o concelho de Olhão?

O nosso objectivo é honrar a confiança dos olhanenses que se transformou nos milhares de votos depositados em nós, apesar de ter sido a 1ª vez que o Bloco de Esquerda concorreu em Olhão! É sinal que os olhanenses querem uma verdadeira oposição que os defenda das políticas do PS local.

É nosso objectivo dar apoio à população e servir o melhor possível os interesse dos olhanenses, nestes próximos 3 anos, por forma a ampliar a votação do BE nas autárquicas.

Nós queremos dar a voz aos olhanenses que estão todos os dias a ir para o desemprego, havendo quase 3000 desempregados no concelho, dar voz aos mariscadores e aos pescadores.

É preciso ouvir quem trabalha no mar e saber as suas dificuldades e as suas sugestões, é preciso incluir na sociedade as dezenas de toxicodependentes que se “matam lentamente” todos os dias; e o que já fez o executivo para ajudar estas pessoas e diminuir o tráfico de droga?

Jornal Brisas do Sul - O que tem a dizer sobre o estatuto da oposição? Ele tem sido cumprido?

O estatuto da oposição não tem sido cumprido pois tem sido vedado o acesso a muita documentação solicitada pelo BE visto que a CMO entende que o BE não tem estatuto de oposição devido à eleição do vereador João Pereira, mas a lei invoca que temos o estatuto de oposição pois não existe pelouro nem cargo executivo atribuído.

Jornal Brisas do Sul - Têm algum comentário a fazer sobre a maneira como o presidente da assembleia dirige os trabalhos nas sessões e o modo como trata os deputados municipais das diversas bancadas?

Infelizmente, o Presidente da Assembleia Municipal não foi imparcial dias antes da reunião de 1 de Setembro visto que não aceitou a inclusão de 2 documentos, apesar de ter cumprido os prazos estipulados no Regimento.

Também houve no passado discordância na forma de redacção das Actas, visto não reflectirem a resposta do executivo; no entanto, houve melhorias na A.M última.

A Assembleia Municipal deveria ser para fiscalizar mais o trabalho do executivo e não é isso que se está a passar actualmente.

A gritante desactualização do site da CMO relativo às actas da Assembleia Municipal é exemplo do mau funcionamento da Mesa da Assembleia (até agora a última acta é de Setembro de 2009). Mas também, e que fique claro, consideramos o Dr. Filipe Ramires, um Presidente da Assembleia acessível e sempre pronto para prestar um esclarecimento.

Jornal Brisas do Sul - Sobre a fome o emprego e desemprego no Concelho de Olhão. Como vê a bancada do BE a situação actual?

A bancada do BE vê com bastante preocupação este dilema e esta triste realidade, visto que o concelho de Olhão é um dos concelhos do Algarve com mais desempregados e não se vislumbra qualquer retoma pois o desemprego está a uma velocidade galopante, veja-se o caso da “Secil Prebetão” , “Aliança Panificadora”, “Macoter” já para não falar da falência da “BelaOlhão” que o Presidente da CMO não conseguiu impedir.

Este desemprego de quase 3000 pessoas no concelho está a originar muitas situações de fome e de roubo na cidade. Todos os dias há notícias de abate de embarcações de pesca pois os custos diários (combustíveis, artes de pesca, etc.) dos armadores e pescadores são incomportáveis.

Jornal Brisas do Sul - Gostaria que fizessem uma retrospectiva sobre a criminalidade e a onda de assaltos que corre o nosso Concelho.

Infelizmente esse é uma triste realidade visto que diariamente há relatos de inúmeras pessoas, que são assaltadas tanto na rua como dentro das suas casas, assim como estabelecimentos comerciais.

O BE-Olhão está disposto a ajudar o executivo a “resgatar” os inúmeros toxicodependentes do concelho. Consideramos, que se há dinheiro para patrocinar o concerto da Natalie Cole no Real Marina também tem que haver para quem realmente precisa.

Jornal Brisas do Sul – Como vê o BE a actividade piscatória no concelho de Olhão.

Todos os dias há notícias de abate de embarcações de pesca pois os custos diários (combustíveis, artes de pesca, etc.) dos armadores e pescadores são incomportáveis.

E o BE fica surpreendido como estando numa política errada ainda prosseguimos na mesma direcção. Basta ver o estado calamitoso do Porto de Pesca de Olhão e vemos como têm sido tratados os pescadores e mariscadores olhanenses. Apenas há poucos dias consertaram os vidros que estavam na recepção do Porto de pesca apesar de estarem naquele estado há mais de um ano.

A Ria Formosa está tremendamente poluída, prejudicando os mariscadores. E assiste-se à falta de acção do Presidente da CMO, basta ver a Etar-Poente e o esgoto a céu aberto no cais embarque para as ilhas.

Jornal Brisas do Sul - Como analisam a prestação do executivo de Francisco Leal, nestes primeiros meses de governação?

Com o que temos vindo a assistir do executivo, está a ser uma governação no sentido errado pois o interesse público, o ambiente, os jovens, a cultura e a arquitectura olhanense não estão a ser respeitados nem ouvidos.

Foram utilizados dinheiros camarários para patrocinar um evento (concerto) de um privado, a grave situação da nossa Ria Formosa onde o Polis só ataca os mais desprotegidos mas não soluciona as descargas poluidoras, os milhares de desempregados do concelho que vai originar insegurança e crime na cidade, o tráfico de droga à luz do dia e à vista de todos, a cultura olhanense que está esquecida (caíque parado todo o ano, não divulgação das inúmeras lendas do concelho, bandas de música reconhecidas na MTV e que não têm direito de tocar no auditório municipal para todos os olhanenses), os inúmeros edifícios com interesse arquitectónico que estão ao completo abandono e que são demolidos para dar lugar a edifícios completamente desenquadrados com a arquitectura olhanense.

É uma governação do “quero, posso e mando” mesmo que isso prejudique a cidade.

Consideramos que não basta ir aos bairros carenciados como o Bairro 16 de Junho oferecer latas de tinta e depois não fiscalizar as alterações e ampliações ilegais.

(As inúmeras promessas eleitorais nos anteriores mandatos que nunca se cumpriram (parque de exposições; novo quartel de bombeiros, etc.) e parece que o skate park ou vai ser construído mesmo em altura de campanha eleitoral ou é para ficar na “gaveta” apesar de já ter sido adjudicado mas que o Presidente da CMO desconhece a quem!)

E o que dizer das obras no Mercados que nunca se iniciaram mas que estranhamente foram pagas em adiantado e a referida empresa recebeu e posteriormente abriu falência.

Jornal Brisas do Sul - O Polis da Ria Formosa vai ser determinante na realização de diversas intervenções de cariz urbanístico e ambiental no concelho. Concorda o BE com os projectos apresentados até hoje ou defenderiam a aplicação de outras medidas?

Em 1º lugar a escolha do momento para se iniciarem as obras foi algo completamente caricato, em pleno Verão onde existe maior movimento no cais de embarque foi quando se iniciaram as obras no “T” e também causou algum transtorno aos veraneantes, na praia da Fuseta.

Consideramos que deve haver intervenção na Ria Formosa, para permitir a requalificação de zonas que estavam degradadas, melhorar a qualidade das águas da ria, travar a construção de habitações nas ilhas e actuar face a situações de habitações ilegais.

Jornal Brisas do Sul - O que gostariam de esclarecer e que não vos foi questionado nesta entrevista?

Gostaríamos de deixar os respectivos e-mail ruifilipe.be@gmail.com marcosquiteriobe@gmail.com para que qualquer olhanense que tenha uma reclamação, sugestão / proposta ou que queira expôr algum problema, o possa fazer . A população acreditou no BE, elegendo dois representante na A.M. e também um Vereador, pelo que estaremos disponíveis para escutar e ajudar a população.

Saudações cordiais aos olhanenses e a este jornal, pela sua determinação em informar verdadeiramente a população.

Entrevistador – Luís Gerardo Viegas/jornalista

Jornal Brisas do Sul

Olhão, 17 de Outubro de 2010
(A Concelhia do Bloco de Esquerda de Olhão)