21 de Abril de 2012. 21h30m.
Sede do Bloco de Esquerda, em Olhão.

21 de Abril de 2012. 21h30m.
Sede do Bloco de Esquerda, em Olhão.
A presente reportagem (fonte: "Observatório do Algarve") só demonstra como os nossos governantes envergonham o nosso país através da introdução de portagens na A22!
Francisco Louçã desafiou Passos Coelho a não se comprometer com um segundo empréstimo à troika sem antes devolver a palavra aos eleitores. "É a democracia e não a vigarice que tem que decidir", defendeu o dirigente bloquista em Matosinhos.
Na comemoração do 13º aniversário do Bloco, no Cine Teatro Constantino Nery em Matosinhos, o discurso de Louçã abordou a "semana vertiginosa" do Governo, que passou por "esconder decisões do Conselho de Ministros", como no caso da suspensão das reformas antecipadas, ou pelos "lapsos" do ministro Vítor Gaspar sobre o ano em que prometeram repor os 13º e 14º meses de salário.
Em seguida, ironizou com o novo verbo em voga no governo: "lapsar". "Eu 'lapso', tu 'lapsas', ele 'lapsa' (…). Já 'lapsaram' os dividendos das empresas que foram privatizadas, da energia e da eletricidade, já 'lapsaram' os subsídios de doença, de desemprego, os apoios sociais", afirmou Louçã, citado pela agência Lusa.
O Bloco de Esquerda já tinha reagido à entrevista de Pedro Passos Coelho a um jornal alemão, em que o primeiro-ministro admitiu que o país não se conseguiria financiar nos mercados na data prometida de setembro de 2013. "O primeiro-ministro reconhece que andou a negociar um segundo resgate", afirmou este sábado o dirigente bloquista José Gusmão.
Na festa de aniversário do Bloco, Louçã defendeu que não pode haver novo empréstimo sem que a democracia se volte a pronunciar, conhecido que é hoje o efeito negativo das políticas de austeridade da troika nos países sob intervenção e o resultado da política do primeiro-ministro Passos Coelho: "uma vigarice", porque "aumenta o desemprego e a dívida". A propósito deste segundo empréstimo da troika e dirigindo-se ao primeiro-ministro, Louçã deixou o desafio: "Não se atreva a propô-lo ao país sem olhar para os portugueses e pô-los no direito de voto para que todos possam decidir".
"Para sobreviver, o país precisa de se erguer contra a troika, contra o abuso económico, em nome de uma democracia que seja responsável, contra a vigarice", prosseguiu Louçã, acrescentando que o "grande combate do Bloco é o mesmo de há 13 anos", afirmando que, "com confiança e ousadia", tudo fará contra "o momento de grande vertigem política, política dura e agressiva contra as pessoas", que o país está a viver.
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O Tribunal Constitucional anunciou esta quarta feira que o diploma sobre a criação do crime de enriquecimento ilícito, aprovado na Assembleia da República a 10 de fevereiro com o voto favorável de todos os partidos, com exceção do PS, viola os princípios constitucionais da presunção da inocência e da determinabilidade do tipo legal. Nesse sentido, este organismo declarou a sua inconstitucionalidade.
Perante este anúncio, o deputado do Bloco de Esquerda João Semedo veio sublinhar que "o Bloco de Esquerda sempre esteve sempre empenhado e continua empenhado em fazer aprovar uma lei que criminalize o enriquecimento ilícito", na medida em que "essa é uma pedra fundamental no combate à corrupção”.
João Semedo sublinhou que “o Bloco de Esquerda não desiste desse combate e não desiste da aprovação dessa lei", adiantando que os bloquistas estão "absolutamente disponíveis para introduzir as alterações que forem necessárias para que a lei seja aprovada".
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